Os profetas que o antecedem, é na verdade um prenúncio do Batista, com ele a missão profética atinge o seu auge. Podemos afirma também que ele representa um elo de ligação entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento.
O evangelista Lucas, narra às circunstancias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino, na cidade de Judá. Isabel, estéril e já de idade avançada, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anuncia a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel, sua parenta. “Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. (cf.Lc1,39-42). Todos esses acontecimentos realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.
Segundo a tradição, quando Isabel deu a luz a João, Zacarias repleto de alegria acendeu uma grande fogueira em frente a sua casa, anunciando a todos o nascimento vitorioso de seu filho. Na antiguidade não tinha a tecnologia que temos atualmente e muito menos os meios de comunicação tão sofisticados como a internet e o celular. A fogueira era um dos recursos mais comuns.
Era de praxe naquela época, fazer festa quando nascia uma criança, sobretudo quando esta era do sexo masculino. A fogueira representava para os antigos um sinal de alegria e de confraternização. Esta tradição tão bonita conserva-se até hoje, sobretudo nas comunidades rurais. Entretanto, infelizmente este costume se tem banalizado muito, desvirtuando assim o seu significado.
Ao atingir a maturidade, João Batista torna-se um grande missionário. Exerce sua missão no deserto, ambiente repleto de muitas dificuldades. Porém por meio da oração e da penitência assume com ardor a sua vocação.
Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo-os para uma vida de santidade dizia ele: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. João Batista percorria toda a região do Jordão pregando o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados. (cf Lc 3, 3ss). Homem de muitas virtudes interior e com seu testemunho autêntico, muitos ao ouvirem a sua palavra o confundiam com o próprio messias (cf. Lc 3,15; Jo 3,25-33).
Assim como João Batista, todos nós cristãos somos convidados a ser fiel em nossa missão, e por meio de nossa fé, estar unido a Jesus Cristo. Vivemos atualmente em um mundo conturbado e contraditório, onde os valores éticos e morais tornam-se cada vez mais irrelevantes, fazendo do ser humano, seres coisificados, perdendo aos poucos a sua dignidade. Para que o Reino de Deus aconteça, é preciso termos a mesma coragem que este profeta teve, sendo um sinal de Deus e assumindo o nosso batismo. A oração, a escuta atenta da palavra de Deus e a Eucaristia nos preparam para a missão, fazendo-nos sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5, 13-16).
Luciano Virgulino Coelho
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